26 de janeiro de 2010

Características psicológicas da criança de 4 anos

1. Desenvolvimento psicológico
1.1. Imaginação viva e em fluir contínuo
1.2. É a idade do “como” e do “porquê”. Pergunta tudo e interessa-se por tudo.
1.3. Capta todas as coisas através da observação, mas esta não é educada nem concentrada, antes pelo contrário, é activa e transbordante.
1.4. Como não interioriza as regras de socialização da conduta, não as aceita.
1.5. Egocêntrica. Tenta que gire tudo à sua volta; para o conseguir, chama continuamente a atenção dos outros sobre si própria.


1.6. É lenta em aprender a aceitar as críticas.
1 . 7. Inconsistente nas suas actividades, devido à sua grande energia e expansividade.
1.8. Não delibera antes de agir nem organiza as suas conversas; actua e fala sem pensar.
1.9. É pródiga e superficial na sua actividade mental e na conversação.
1.10. Continuamente charlatã, faz perguntas sem sentido.
1.11. Trata-se de um período de inquietação constante que pode parecer uma regressão.
1.12. Na sua maneira de ser e actuar, as vezes, pode tornar-se uma criança pedante e pesada.
1.13. Usa muito pouco as expressões convencionais das relaç6es humanas.
1.14. Tem medo da escuridão e dos ruídos.

2. Âmbito escolar
2.1. Não é sensível às coisas inacabadas, por isso não se importa de deixar qualquer actividade por outra mais interessante.
2.2. Tem o conceito de um, dois e muitos.
2.3. Capta uma frase inteira, mas é incapaz de analisar as suas palavras.
2.4. Faz continuamente perguntas sem sentido.
2.5. A sua grande energia e a própria iniciativa devem ser empregues em jogos livres.
2.6. Tem pouca habilidade para os trabalhos manuais.
2.7. Possui afã por destruir a obra que empreendeu.
2.8. Está capacitada para actividades que impliquem ritmo, movimento, etc.
2.9. Desenha e pinta.
2.10. Começam os jogos sossegados em cima de uma mesa.
2.11. As suas criações nascem sem imitação nem predisposição, dá-lhes um sentido final.
2.12. Reage ante motivações interessantes.
2.13. Executa trabalhos depois de observar modelos concretos.

3. Actividades das pessoas implicadas na sua formação
3.1. A sua energia e actividade deve ser dirigida para jogos livres.
3.2. É necessário colocar-se ao seu nível, com uma motivação adequada, para que realize as ordens que se lhe dão.
3.3. Dar-lhe motivações interessantes para que realize coisas.
3.4. Não adoptar medidas extremas.
3.5. Ajudá-la a observar as coisas que a rodeiam.
3.6. Paciência e bom humor.
3.7. Habilidade para a orientar e se meter no seu mundo para o conhecer e aceitar.
3.8. É necessário que os pais ajudem a criança a desenvolver a sua consciência, tendo em conta que tanto o excesso de protecção como as atitudes de afastamento podem prejudicar o seu desenvolvimento.
3.9. As palavras são importantes, mas o seu valor é inferior ao exemplo.
3.9. O desenvolvimento da personalidade realiza-se melhor por meios indirectos do que pela força. É preciso ter isto sempre presente e, de modo especial, nesta idade cronológica e evolutiva.
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Bibliografia:
GESSEL, Psicologia evolutiva de 1 a 16 aflos, Ed. Paidós, Buenos Aires, 1963.
HURLOCK, Desarrolio Psicológico dei Nulo, Ed. del Castillo, Madrid, 1963.
“Nuestro Tiempo”, nº 211, Janeiro 1972. Este número é dedicado todo à adolescência.
HURLOCK, Psicologia de la adolescência, Ed. Paidós.
DEBESSE, La adolescência. Vergara. A adolescência é abordada do ponto de vista individual e social.
MORAGAS, Pedagogia familiar, Ed. Lumen, Barcelona, 1964.
Há já muito tempo que, por um desses contratempos informáticos, perdemos o nome do autor deste texto.

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