27 de janeiro de 2010

Importância da Amamentação




Amamentar é um ato natural e faz-se necessário o apoio da família e dos profissionais de saúde para que possa acontecer positivamente. Nos países em desenvolvimento o aleitamento materno é da maior importância para a sobrevida de crianças nos primeiros dias de vida. No Brasil, as pesquisas demonstram que apesar de 97% dos bebês serem amamentados, apenas uma minoria mama exclusivamente ao seio até os seis meses de vida, determinando assim um intenso desmame precoce.

O baixo peso ao nascer e a prematuridade são causas biológicas que contribuem negativamente para o inicio e manutenção do aleitamento materno. O aumento no número de cesárias, a demora ao colocar o bebê para sugar logo após o parto, a falta de monitorização da pega correta, ausência de alojamento conjunto, o emprego de chupetas e mamadeiras, falta de preparo das gestantes e assistência às puérperas para amamentarem são rotinas inadequadas nos serviços de saúde que também podem contribuir para o insucesso da amamentação.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS/UNICEF, 1989), a prática da amamentação atualmente salva a vida de 6 milhões de crianças a cada ano, prevenindo diarréia e infecções respiratórias agudas e sendo responsável por cerca de um terço da diminuição da fertilidade observada nas últimas décadas.
Desde a década de 80, as evidências favoráveis à prática da amamentação exclusiva aumentaram consideravelmente. Atualmente sabe-se que a administração de outros líquidos além do leite materno nos primeiros quatro meses de vida da criança pode interferir negativamente na absorção de nutrientes e em sua biodisponibilidade, podendo diminuir a quantidade de leite materno ingerido e levar a menor ganho ponderal e a aumento do risco para diarréia, infecções respiratórias e alergias.
O aleitamento materno é considerado um dos pilares fundamentais para a promoção e proteção da saúde das crianças em todo o mundo. A superioridade do leite humano como fonte de alimento, de proteção contra doenças e de afeto fazem com que especialistas do mundo inteiro recomendem a amamentação exclusiva por 4-6 meses de vida do bebê e complementado até pelo menos o final do primeiro ano de vida.
A ausência de amamentação ou sua interrupção precoce (antes dos seis meses) e a introdução de outros alimentos à dieta da criança, durante esse período, são freqüentes, com conseqüências importantes para a saúde do bebê, como exposição a agentes infecciosos, contato com proteínas estranhas, prejuízo da digestão e assimilação de elementos nutritivos, entre outras.
A partir da década de 80, foram propostas diversas estratégias e levadas a efeito várias campanhas para aumentar a prevalência da amamentação no Brasil, sendo que os dados das pesquisas nacionais mostram que houve um incremento nos índices de aleitamento materno nas duas últimas décadas (SOCIEDADE CIVIL BEM-ESTAR FAMÍLIA NO BRASIL, 1996).

0 comentários:

 

Assine vc também!

Subscribe via email

Cadstre seu email:

Delivered by FeedBurner

Arquivo do blog

EnferNat Copyright © 2009 HTML by Ipietoon. Lay by Nat Viana