28 de janeiro de 2010

Médicos britânicos criam tratamento para crianças com 'ossos de vidro'



Cientistas da Grã-Bretanha anunciaram a descoberta de que um medicamento usado para tratar a osteoporose pode ajudar a diminuir o número de fraturas em crianças que sofrem da chamada síndrome dos ossos de vidro.
Mais de 50 crianças participaram de um teste realizado no Sheffield Children's Hospital, no norte da Inglaterra, que estabeleceu que uma dose semanal de apenas 2 mg de risedronato pode reduzir o risco de fraturas. Um dos voluntários nos testes foi o adolescente Luke Hall, da cidade de Leeds. Ele sofreu sua primeira fratura ainda no útero da mãe. Até chegar à adolescência, foram mais de 40 lesões.



"Quando fui para meu primeiro ultrassom, aos três meses de gravidez, os médicos já notaram um problema - ele tinha quebrado a perna", contou à BBC Dorothy Hall, mãe do menino.

"Ao começar a engatinhar, ele sofreu várias fraturas, principalmente nas pernas. Mas também quebrou outros membros e dedos dos pés e das mãos - ao menos uma vez a cada dois meses", contou à BBC Dorothy Hall, mãe do menino.

O que é a síndrome dos ossos de vidro????
A osteogenesis imperfecta conhecida como doença dos ossos de vidro é uma doença de origem genética que provoca alterações na produção de colágeno. É detectada facilmente, se manifesta através de um movimento brusco, tropeço, queda e outros acidentes, provocando a quebra dos ossos.
Como se não bastasse, a quebra dos ossos traz uma terrível conseqüência: o encurvamento dos ossos longos como os da coluna, pernas e braços. Além do sintoma aparente da fratura, a doença pode se manifestar através da esclerótica azulada, dentes acinzentados, formato do rosto triangular, deficiência auditiva, dificuldade de locomoção, compressão do coração e pulmões (em casos graves), sudorese e fragilidade muscular.
As fraturas geradas pela doença são os principais problemas, pois através delas é que se inicia o processo de encurvamento dos ossos. As fraturas ocorrem principalmente na infância por ser uma fase de descobrimentos, peraltices e de falta de conhecimento do problema. Pode ser percebida quando a criança chora de repente de forma alta, quando algum membro da criança não se movimenta, quando algum membro da criança está com retenção de calor e inchaço.
Pode ser classificada como:
Tipo I: Inclui pessoas aparentemente normais com poucas fraturas e deformação nos ossos longos.
Tipo II: Inclui pessoas que não resistem à doença e falecem logo após o nascimento. É o tipo mais grave da doença.
Tipo III: Inclui pessoas com um grau variando de moderado a grave, caracterizado pelo formato do rosto, baixa estatura e deformidade nos ossos longos.
Tipo IV: Inclui pessoas que apresentam gravidade e características heterogêneas da doença.
O tratamento é feito através de vários produtos onde os bisfosfonatos e a calcitonina se destacam, por inibirem a reabsorção óssea, mas os melhores efeitos são obtidos através da fisioterapia e da alimentação. Deve-se fazer exercícios independente do local e da hora, além de comer alimentos naturais e saudáveis evitando álcool, alimentos gordurosos, cafeína e refrigerantes.
(Por Gabriela Cabral - Equipe Brasil Escola)





Alternativa barata

Com o medicamento proposto pelos médicos do hospital, Luke tem se mostrado mais animado e mais cheio de energia, segundo a mãe.

Os ossos do garoto também estão mais fortes, mas o risco de fraturas ainda existe.

"Ele entende suas limitações", disse a mãe. "Há coisas que ele não pode fazer. Por exemplo, ele jogava futebol até os 13 anos, mas entendeu que teve de parar porque o risco de fraturas aumenta quando as crianças crescem mais."

Os cientistas acreditam que a descoberta cria uma alternativa mais barata e mais acessível aos remédios já existentes para o tratamento de casos menos graves.

"Queríamos ver se é possível reduzir o número de internações por causa da doença, e todas as crianças que participaram dos testes apresentaram menos fraturas", disse à BBC o médico Nick Bishop, especialista na síndrome dos ossos de vidro do hospital.

"Levamos sete anos para descobrir os benefícios desse medicamento, e essa descoberta é um passo enorme."

A síndrome de ossos de vidro, ou "osteogenesis imperfecta", é uma doença genética hereditária que acompanha um indivíduo desde o nascimento.

Portadores da doença apresentam colágeno de má qualidade ou em quantidade insuficiente para oferecer apoio à estrutura óssea.

 
Fonte: G1

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