20 de fevereiro de 2010

Espaço será referência na prevenção à infecção vertical

A infecção vertical se caracteriza por doenças sexualmente transmissíveis que passam da gestante para o feto durante a gravidez, o parto ou a amamentação. A partir de Março, a UEPA e a coordenação estadual do DST/AIDs inauguram um espaço para a pesquisa, diagnóstico e atendimento à saúde mãe e filho. Infecção na região Norte chega a 7,9% dos casos do Brasil.  
Sífilis, AIDS, Hepatite B e HTLV. Doenças sexualmente transmissíveis, e que em mulheres grávidas podem ser transmitidas diretamente para o feto, seja durante a gestação, no momento do parto ou pela amamentação. Esse tipo de transmissão é chamada de infecção vertical, e de acordo com pesquisa feita do Ministério da Saúde em cinco capitais brasileiras, o índice de gestantes com algum tipo de infecção chega a 42%. No Brasil são registrados uma média de 5 mil casos por ano, sendo que o Norte do país corresponde a 7,9% desses casos, como informou o boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde divulgado em 2009. No Pará ainda  não há registros científicos que possam identificar um perfil da ocorrência das doenças no estado, o que dificulta as ações e a atuação dos órgãos de saúde responsáveis por esse atendimento.

Com o objetivo de desenvolver pesquisas na área e subsidiar condições que possam melhorar essa atuação, a Universidade do Estado do Pará (UEPA) firmou uma parceria com a Secretaria Executiva de Saúde Pública (SESPA), através da sua Coordenação Estadual de DST/Aids, para a criação do “Espaço Maternar”, um serviço de atenção à saúde do binômio mãe filho. Dentre os serviços oferecidos estarão o teste do pezinho e o acompanhamento pré-natal, que na maioria das vezes pode identificar e fornecer condições para evitar que a contaminação da mãe para o filho aconteça.
A equipe atuante será multidisciplinar e interdisciplinar, reunindo profissionais de várias especialidades na área médica, como endocrino, infectologista, pediatra  e obstetra, assim como profissionais de outras áreas, como enfermeiros, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos. "O objetivo do ambulatório não é apenas oferecer o atendimento para a comunidade, com diagnóstico, tratamento e acompanhamento, mas implantar um espaço de ensino, pesquisa e assistência para a universidade”, diz Carina Guilhon, pediatra-neonatologista responsável pela coordenação do serviço.
O ambulatório teve verba de instalação aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB), através do apoio da coordenação estadual do DST/AIDS/SESPA. A previsão de inauguração é no início do mês de Março, com funcionamento no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), bairro do Marco. Com o espaço, também será possível contemplar os campi de outros municípios, expandido conhecimento através do sistema de Tele-Saúde, implantado na universidade pela vídeo-conferência. “Nosso objetivo também é transmitir conhecimento, e repassar essas informações, através de palestras e treinamentos não-presenciais destinados à alunos da universidade e profissionais atuantes na área e interessados nesse aprendizado”, diz a médica.
De acordo com o Ministério da Saúde, só a taxa de transmissão vertical do HIV em gestantes que não tem o acompanhamento pode chegar a 20%, ou seja, a cada 100 crianças nascidas de mães infectadas, 20 podem tornar-se  HIV positivo. Com ações de prevenção, no entanto, a transmissão de HIV pode reduzir-se para menos de 1%, enquanto a sífilis pode ser completamente evitada. 

fonte: www.uepa.br

0 comentários:

 

Assine vc também!

Subscribe via email

Cadstre seu email:

Delivered by FeedBurner

Arquivo do blog

EnferNat Copyright © 2009 HTML by Ipietoon. Lay by Nat Viana