19 de fevereiro de 2010

Problemas decorrentes com a via parenteral

Embora muito utilizada para a administração de medicamentos, a via parenteral não é isenta de riscos. As aplicações devem ser feitas com o máximo zelo, a fim de diminuir traumas e acidentes. Os acidentes causam: dor, prejuízo (falta à escola e/ou serviço, gastos) deficiência e até morte. Além dos problemas específicos a cada via, temos alguns problemas gerais, enumerados por HORTA & TEIXEIRA.
 
1. Infecções
  Podem resultar da contaminação do material, da droga ou em conseqüência de condiçÕes predisponentes do cliente, tais como: mau estado geral e presença de focos infecciosos.
  As infecções podem ser locais ou gerais.
  Na infecção local, a área apresenta-se avermelhada, inturnescida, mais quente ao toque e dolorida.
  Além disso, pode haver acumulo de pus, denominado abscesso.
  Pode aparecer também fleimão ou flegmão, que é uma inflamação piogênica, com infiltração e propagação para os tecidos, caracterizando-se pela ulceração ou supuração.
  Além das infecções locais em casos mais graves, a infecção pode generalizar-se, aparecendo então a septicemia: infecção generalizada, conseqüente à pronunciada invasão na corrente sangüínea por microorganismos oriundos de um ou mais focos nos tecidos, e possivelmente, com a multiplicação dos próprios microorganismos no sangue.


2. Fenômenos alérgicos
  Os fenômenos alérgicos aparecem devido à susceptibilidade do indivíduo ao produto usado para anti-sepsia ou às drogas injetadas.
  A reação pode ser local ou geral, podendo aparecer urtcária, edema, o Fenômeno de Arthus ou mesmo choque anafilático.
  O Fenômeno de Arthus é uma reação provocada por injeçÕes repetidas no mesmo local, caracterizada pela não absorção do antígeno, ocasionando infiltração, edema, hemorragia e necrose no ponto de inoculação.
  No choque anafilático aparece a dilatação geral dos vasos, com congestionamento da face, seguida de palidez, alucinações, agitação, ansiedade, tremores, hiperemia, cianose, edema de glote, podendo levar à morte.

3. Má absorção das drogas
  Quando a droga é de difícil absorção, ou é injetada em local inadequado pode provocar a formação de nódulos ou abscessos assépticos, que além de incomodativos e dolorosos, fazem com que a droga não surta o efeito desejado.

4. Embolias
  Resultam da introdução na corrente sangüínea de ar, coágulos, óleos ou cristais de drogas em suspensão.  É um acidente grave conseqüente da falta de conhecimento e habilidade do profissional.
  Pode ser devido à falta de aspiração antes de injetar uma droga, introdução inadvertida de ar, coágulo, substância oleosa ou suspensões por via intravenosa, ou à aplicação de pressão muito forte na injeção de drogas em suspensão ou oleosas, causando a rutura de capilares, com conseqüente microembolias locais ou gerais.

5. Traumas
  Podemos dividi-los em trauma psicológico e trauma tissular.
  No trauma psicológico, o cliente demonstra medo, tensão, choro, recusa do tratamento, podendo chegar à lipotimia.  O medo pode levar à exagerada contração muscular, impedindo a penetração da agulha, acarretando acidentes ou a contaminação acidental do material.
  É sempre de grande importância orientar o cliente, e acalmá-lo, antes da aplicação.  Nos casos extremos, esgotados os recurso psicológicos, faz-se necessária uma imobilização adequada do cliente, a fim de evitar outros danos.
  Os traumas tissulares são de etilogias diversas, podendo ser conseqüentes à agulha romba ou de calibre muito grande, que causa lesão na pele ou ferimentos, hemorragias, hematomas, equimoses, dor, paresias, parestesias, paralisias, nódulos e necroses, causando por técnica incorreta, desconhecimento dos locais adequados para as diversas aplicações, falta de rodízio dos locais de aplicação ou variaçÕes anatômicas individuais.

MATERIAL
Bandeja contendo: Seringas e agulhas esterilizadaas.  O ideal é usar material descartável.
Algodão. Recipiente com álcool a 70%. Serrinha, se a ampola não for semi-serrada. Garrote. Medicamento prescrito. Cartão de identificação.  



PREPARO DO MEDICMANTO EM AMPOLA

  1. Lavar as mãos.

  2. Certificar-se do medicamento a ser aplicado, dose, via e paciente a que se destina.

  3. Antes de abrir a ampola, certificar-se que toda a medicação está no corpo da ampola e não no gargalo.  Se não estiver, fazer a medicação descer fazendo movimentos rotatórios com a ampola.

  4. Fazer desinfecção do gargalo com algodão embebido em álcool a 70%.

  5. Proteger os dedos com algodão, ao serrar ou quebrar o gargalo.

  6. Abrir a embalagem da seringa.

  7. Adaptar a agulha ao bico da seringa, zelando para não contaminar as duas partes.

  8. Certificar-se do funcionamento da seringa, verificando, também se a agulha está firmemente adaptada.

  9. Manter a seringa com os dedos polegar e indicador e segurar a ampola entre os dedos médio e indicador da outra mão.

  10. Introduzir a agulha na ampola e proceder à aspiração do conteúdo, invertendo lentamente a agulha, sem encostar na borda da ampola.

  11. Virar a seringa com a agulha para cima, em posição vertical e expelir o ar que tenha penetrado.

  12. Desprezar a agulha usada para aspirar.

  13. Escolher, para a aplicação, uma agulha de calibre apropriado à solubilidade da droga e à espessura do tecido subcutâneo do paciente (VER Tabela).

  14. Manter a agulha protegida com protetor próprio.

  15. Identificar a seringa e colocá-la na bandeja com o algodão e o recipiente com álcool a 70%.
PREPARO DO MEDICAMENTO EM FRASCO (PÓ)

  1. Retirar a tampa metálica, e fazer desinfecção da tampa da rolha com algodão embebido em álcool.

  2. Abrir a ampola.

  3. Preparar a seringa, escolhendo uma agulha de maior calibre (25 x 9, 10 ou 12).

  4. Aspirar o líquido da ampola e introduzir no frasco. (A agulha deve apenas atravessar a tampa da rolha).

  5. Retirar a seringa.

  6. Homogenizar a solução, fazendo a rotação do frasco, evitando a formação de espuma.

  7. Colocar ar na seringa, em volume igual ao medicamento a ser aspirado.

  8. Soerguer o frasco, aspirando.

  9. Retirar o ar contido na seringa.

  10. Trocar de agulha e identificar a seringa.
SUGESTÕES PARA DIMINUIR A DOR NAS INJEÇÕES

  1. Transmitir confiança.

  2. Aplicar compressas quentes ou cubos de gelo, um pouco antes da aplicação.

  3. Introduzir a agulha rapidamente.

  4. Injetar a solução vagarosamente.

  5. Deixar na seringa uma pequena bolha de ar que, injetada no final, evitará a dor, especialmente no caso de soluções irritantes para os tecidos.

  6. Fazer rodízio de locais de aplicações, evitando áreas doloridas.

  7. Escolher a agulha ideal ao tipo de paciente e da solução, evitando agulhas calibrosas demais (Tabela I).

  8. Manter o paciente em posição confortável e apropriada (ver posição indicada).

  9. Não aplicar com agulhas com pontas rombas ou rombudas.

  10. Após a aplicação, fazer pressão leve e constante no local de penetração da agulha.  Massagear a área, a não ser que haja contra-indicação.

  11. Existem medicamentos doloridos que vem acompanhados de diluentes com anestésico.


    fonte: http://www.arquivomedico.hpg.ig.com.br/administracaodemedicamentos.htm 
 

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