19 de fevereiro de 2010

VENÓCLISE

É a introdução de grande quantidade de líquido, por via endovenosa.

Locais de aplicação
De preferência veias que estejam distantes de articulações, para evitar que com o movimento a agulha escape da veia.

MATERIAL
Bandeja contendo:

* Agulha ou escalpe*.
* Equipo para soro (plastequipo).
* Frasco com a solução prescrita.
* Esparadrapo ou micropore.
* Suporte para o frasco de soro.
* Tesoura.
* Saco plástico para lixo.



* Luvas de procedimento.
* Etiqueta de identificação.
* Garroto.
* Algodão.
* Cuba-rim.
* Álcool a 70%.

Quando necessário: Tala para imobilizar e ataduras.

* Ao invés da agulha, melhor é utilizar conjunto alado para infusão, também chamado escalpe ou Butterfly.

Vantagem do "escalpe "sobre a agulha comum:

1.

As asas podem ser dobradas para cima, facilitando a introdução na veia.
2.

A ausência de canhão permite melhor controle sobre a agulha e envia maior angulação.
3.

É menos traumatizante, pois são apresentados em diversos calibres e com bisel curto que reduz a possibilidade de transfixar a veia.
4.

Após a introdução na veia, as asas são soltas, proporcionando um contato plano menos irritante para o paciente.
5.

A numeração dos escalpes na escala descendente é 27,25,23,21,19 e 17 para o uso comum, existindo outros calibres para tratamentos especializados.

MÉTODO

1.

Preparo do ambiente e do paciente
1.

Conversar com o paciente sobre o cuidado a ser executado.
2.

Providenciar suporte para o soro.
3.

Verificar as condições de iluminação e aeração.
4.

Desocupar a mesa-de-cabeceira.
2.

Preparo do medicamento
1.

Lavar as mãos.
2.

Abrir o frasco com a solução e o plastequipo.
3.

Introduzir no frasco de soro, os medicamentos prescritos.
4.

Adaptar o plastequipo no frasco.
5.

Retirar o ar, pinçar e proteger a extremidade do plastequipo.
6.

Rotular o frasco com nome do paciente, leito, o conteúdo sa solução, horário de início e término, número de gotas/minuto, data e assinatura do responsável pelo preparo.
3.

Aplicação
1.

Lavar as mãos.
2.

Levar o material na bandeja e colocar na mesa-de-cabeceira.
3.

Separar as tiras de esparadrapo ou micropore.
4.

Selecionar a veia a ser puncionada.
5.

Colocar o frasco no suporte e aproximá-lo do paciente.
6.

Posicionar o paciente de modo a mantê-lo confortável e facilitar a visualização das veias.
7.

Calçar as luvas.
8.

Prender o garrote aproximadamente 4 dedos acima do local da punção e pedir ao paciente para abrir e fechar as mãos (se MMSS), e conservá-la fechada.
9.

Fazer anti-sepsia da área, com movimentos firmes e no sentido do retorno venoso, para estimular o aparecimento das veias.
10.

Desprezar o algodão no saco plástico.
11.

com o polegar da mão não dominante, fixar a veia, esticando a pele, abaixo do ponto de punção.
12.

Introduzir o escalpe e tão logo o sangue preencha totalmente o escalpe, pedir para o paciente abrir a mão, soltar o garrote e adaptar o escalpe ao equipo.
13.

Abrir o soro observando o local da punção.
14.

Fixar o escalpe com o esparadrapo ou micropore.
15.

Controlar o gotejamento do soro, conforme prescrição.
16.

Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
17.

Providenciar a limpeza e a ordem do material.
18.

Retirar as luvas e lavar as mãos.
19.

Anotar o horário da instalação.

OBSERVAÇÕES

1. Observar o local da punção, para detectar se o escalpe está na veia, evitando edema, hematoma, dor e flebite.
2. controlar o gotejamento do soro de 2/2 horas.
3. No caso de obstrução do cateter ou escalpe, tentar aspirar o coágulo com uma seringa. Jamais empurrá-lo.
4. Para verificar se o soro permanece na veia:
1. Observar a ausência de edema, vermelhidão ou dor no local.
2. Colocar o frasco abaixo do local de punção, a fim de verificar se há refluxo de sangue para o escalpe.
* Devido ao risco de contaminação, não se deve desconectar o soro escalpe para ver se o sangue reflui.
* Caso os teste demonstrem problemas, providenciar imediatamente nova punção.
5. Em casos de pacientes inconscientes, agitados e crianças, fazer imobilizações.
6. Se o acondicionamento da solução for em frasco tipo "Vacoliter", ao retirar a borracha que recobre os orifícios de entrada do equipo e do ar, observar se faz ruído pela entrada do ar. Se não o fizer, não deverá ser usado.
7. Só aplicar soluçÕes límpidas.
8. Nos frascos de plástico não há necessidade de colocar a agulha para fazer o respiro. Se julgar conveniente colocá-la, observar que não haja contaminação do conteúdo, fazendo desinfecção do local de inserção da agulha e evitando que a agulha toque no conteúdo líquido.
9. Usualmente o frasco fica pendurado no suporte, numa altura aproximada de um metro acima do leito, mas pode variar conforme a pressão que se deseja obter. Quanto mais alto estiver o frasco, maior é a força da gravidade que impulsiona o líquido.



assista o vídeo na barra lateral - "aprenda com o youtube"

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