19 de fevereiro de 2010

Vias de administração de remédios

VIA ORAL, BUCAL
  É a administração de medicamento pela boca.
Contra-indicações
- Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes.
- Em casos de vômito.
- Quando o paciente está em jejum para cirurgia ou exame.
MATERIAL






  • Pratinhos ou copinhos descartáveis.








  • Conta-gotas.








  • Copo graduado.






    MÉTODO



    1. Lavar as mãos.



    2. Identificar o recipiente com o nome do paciente, número do leito, medicamento e dose.



    3. Colocar os medicamentos nos, recipientes identificados, diluindo-os se for necessário.



    4. Levar a bandeja para junto do paciente.



    5. Perguntar o nome do paciente, fazendo a verificação no cartão de identificação.



    6. Colocar o comprimido na mão ou na boca do paciente.  Se for líquido, dar no copinho descartável.



    7. Oferecer-lhe água ou leite.



    8. Verificar se o paciente deglutiu o medicamento: nunca deixá-lo sobre a mesa-de-cabeceira.



    9. Colocar o material em ordem.



    10. Lavar as mãos.



    11. Checar o horário e fazer as anotações.
    OBSERVAÇÕES











  • Os medicamentos em pó devem ser dissolvidos.








  • Pacientes inconscientes não devem tomar medicação por via oral.








  • Gotas devem ser medidas com conta-gotas.








  • Dissolver os medicamentos para os pacientes que têm dificuldade me deglutir.








  • Ao administrar digitálicos, contar pulso radial e apical.  Se estiver abaixo de 60 b.p.m. não administrar.  Acima de 120 b.p.m. pode indicar intoxicação digitálica.








  • Considerar sempre o melhor horário para administrar os medicamentos.  Exemplo: os diuréticos devem ser administrados, de preferência, no período da manhã.






    VIA SUBLINGUAL
      Consiste em colocar o medicamento debaixo da língua e deixar que seja absorvido pela mucosa bucal.
    MÉTODO



    1. Lavar as mãos.



    2. Separar o medicamento



    3. Dar água para o paciente enxaguar a boca.



    4. Colocar o medicamento sob a língua e pedir para abster-se de engolir a saliva por alguns minutos, a fim de que a droga seja absorvida.



    5. Lavar as mãos.



    6. Checar o horário e fazer as anotações necessárias.

    VIA GÁSTRICA
      É feita através da introdução do medicamento na sonda nasogástrica.  É utilizada para pacientes inconscientes e pacientes impossibilitados de deglutir.
      Os medicamentos sólidos são dissolvidos em água e introduzidos na via gástrica com seringa.
      As cápsulas são abertas, dissolvendo-se o pó medicamentoso nelas contido.
      Obs.: Ver cuidados específicos na técnica de sondagem gástrica.

    VIA RETAL
      É a introdução do medicamento no reto, em forma de supositórios ou clister medicamentoso.
    MATERIAL
    Bandeja contendo:
    • Supositório
    • Gaze, papel higiênico
    • Cuba-rim
    • Saco plástico para lixo
    • Luva de procedimento



    SUPOSITÓRIO


    1. Explicar ao paciente o que vai fazer.
    2. Lavar as mãos.
    3. Colocar o supositório sobre uma gaze, numa cuba-rim ou bandeja pequena.
    4. Colocar o paciente em decúbito lateral.
    5. Calçar a luva na mão dominante, e com o polegar e indicador da outra mão afastar o ânus.
    6. Introduzir o supositório no reto, delicadamente, e pedir ao paciente que o retenha.
    7. Retirar a luva e desprezar no saco plástico.
    8. Colocar o material em ordem.
    9. Lavar as mãos.
    10. checar o horário.
    11.  
    12. OBSERVAÇÕES
    - O paciente poderá colocar com auxílio da enfermagem. - Em se tratando de criança, comprimir levemente as nádegas para evitar o retorno do supositório. - As vezes é necessário colocar imediatamente a comadre ou encaminhar o paciente ao banheiro.
      VIA VAGINAL
        É a introdução e absorção de medicamentos no canal vaginal.  O medicamento pode ser introduzido sob a forma de:
      MATERIAL
      • Luvas de procedimento
      • Aplicador vaginal
      • Gaze com vaselina
      • Saco plástico para lixo.
      • Comadre, se necessário
      MÉTODO

      1. Explicar à paciente sobre o que vai ser feito.

      2. Lavar as mãos.

      3. Organizar o material e levá-lo para junto da paciente.

      4. Cercar o leito com biombo.

      5. Colocar a paciente em posição ginecológica.

      6. Calçar as luvas.

      7. Colocar o medicamento no aplicador e lubrificar a ponta com vaselina, ou umedecê-la com água, para facilitar a penetração.

      8. Abrir os pequenos lábios, expor o orifício vaginal e introduzir o aplicador com o medicamento.  O  aplicador deve ser dirigido em direção ao sacro, para baixo e para trás, cerca de 5cm, para que o medicamento seja introduzido na parede posterior da vagina.

      9. Pressionar o êmbolo, introduzindo o medicamento.

      10. Pedir para que a paciente permaneça em decúbito dorsal, aproximadamente por 15 minutos, com um travesseiro sob os quadris, para melhor distribuição de medicamento sobre a mucosa.

      11. Colocar um absorvente, se necessário.

      12. Retirar as luvas e deixar o ambiente em ordem.

      13. Providenciar a limpeza e a ordem do material.

      14. Lavar as mãos.

      15. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotaçÕes necessárias.
         
      VIA TÓPICA OU CUTÂNEA
        É a aplicação de medicamento por fricção na pele.  Sua ação pode ser local ou geral.  Ex.: pomadas, linimentos, anti-sépticos.
      MATERIAL
      Bandeja contendo:
      • Medicamento.
      • Gaze.
      • Espátula.
      • Luvas de procedimento.
      • Saco plástico para lixo.
      MÉTODO

      1. Explicar ao paciente sobre o cuidado a fazer ou orientar para que faça higiene local, se necessário.

      2. Lavar as mãos.

      3. Organizar o material e dispô-lo junto ao paciente.

      4. Expor o local.

      5. Calçar as luvas.

      6. Colocar o medicamento sobre a gaze, com a espátula.

      7. Aplicar e espalhar delicadamente o medicamento, fazendo fricção, se necessário.

      8. Retirar as luvas.

      9. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.

      10. Providenciar a limpeza e a ordem do material.

      11. Lavar as mãos.

      12. Checar o cuidado e fazer as anotações necessárias.
         
      VIA NASAL
        Consiste em levar à mucosa nasal um medicamento líquido
      MATERIAL  
      Bandeja contendo:
    1. Frasco de medicamento.

    2. Conta-gotas.


    3. Algodão ou cotonete.



    4. Cuba-rim.



    5. Gaze ou lenço de papel.



    6. Saco plástico para lixo.



    MÉTODO



    1. Explicar ao paciente sobre o cuidado, e solicitar que faça a higiene das narinas, se necessário.



    2. Lavar as mãos.



    3. Levar o material até a unidade do paciente.



    4. Inclinar a cabeça para trás (sentado ou deitado).



    5. Retirar, através do conta-gotas, a dosagem do medicamento prescrita.



    6. Pingar a medicação na parte superior da cavidade nasal, evitando que o conta-gotas toque a mucosa.



    7. Solicitar ao paciente que permaneça nesta posição por mais alguns minutos.



    8. Deixar o ambiente em ordem e o paciente confortável.



    9. Lavar as mãos.



    10. Providenciar a limpeza e a ordem do material.



    11. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações necessárias.

    VIA OCULAR
      É a aplicação de colírio ou pomada na conjuntiva ocular.
    MATERIAL
    Bandeja contendo:








          1. Colírio ou pomada.








          2. conta-gotas.








          3. algodão, gaze ou lenço de papel.








          4. Espátula.








          5. Saco plástico para lixo.






            Aplicação de colírio



            1. Explicar ao paciente sobre o cuidado.



            2. Lavar as mãos.



            3. Organizar o material e levar para perto do paciente.



            4. Posicionar o paciente com a cabeça um pouco inclinada para trás.



            5. Retirar, com o conta-gotas, a quantidade de medicação prescrita.



            6. afastar com o polegar a pálpebra inferior, com auxílio do lenço ou gaze, expondo o fornix inferior.



            7. Solicitar ao paciente que olhe para cima e instilar a medicação no ponto médio do fundo do saco conjuntival, mantendo o olho levemente aberto, sem forçar, para que o colírio não se perca.



            8. Enxugar o excesso de líquido com gaze ou lenço de papel.



            9. Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem.



            10. Providenciar a limpeza e a ordem do material.



            11. Lavar as mãos.



            12. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações necessárias.
            Aplicação de pomada



            1. Afastar a pálpebra inferior com o polegar.



            2. Colocar cerca de 2 cm de pomada com o auxílio de uma espátula ou a própria bisnaga.



            3. Após a aplicação, solicitar ao paciente que feche lentamente as pálpebras e faça movimentos giratórios do globo ocular.



            4. Com auxílio do algodão ou lenço de papel, retirar o excesso de pomada e fazer uma pequena fricção sobre o olho, para que a medicação se espalhe.



            5. Ocluir o olho com monóculo, quando indicado.

            VIA AURICULAR
              Consiste em introduzir o medicamento no conduto auditivo externo (ouvido).
            MATERIAL
            Bandeja contendo:
            • Medicamento prescrito.
            • conta-gotas.
            • cuba-rim.
            • Gaze, bola de algodão ou cotonete.
            • Saco plástico para lixo.



             MÉTODO



            1. Explicar ao paciente o que vai ser feito.



            2. Lavar as mãos.



            3. Organizar o material e levar para próximo do paciente.



            4. Inclinar a cabeça do paciente lateralmente (sentado ou deitado).



            5. Retirar, através de conta-gotas, a medicação prescrita.



            6. Entreabrir a orelha e pingar a medicação, evitando que o conta-gotas toque o orifício interno do ouvido.  No adulto, puxar com delicadeza o pavilhão da orelha para cima e para trás, a fim de retificar o conduto auditivo.  Na criança, puxar para baixo e para trás.



            7. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.



            8. Providenciar a limpeza e a ordem do material.



            9. Lavar as mãos.



            10. Checar o horário na prescrição médica e fazer as anotações de enfermagem.
            * A medicação deve ser administrada à temperatura ambiente.  Se estiver na geladeira, retirar e aguardar o tempo necessário.

            VIA PARENTERAL
              É a administração de drogas ou nutrientes pelas vias intradérmica (ID), subcutânea (SC), intramuscular (IM), intravenosa (IV) ou endovenosa (EV).
              Embora mais raramente e reservadas aos médicos, utilizam-se também as vias intra-arterial, intra-óssea, intratecal, intraperitonial, intrapleural e intracardíaca.
              Existe uma fundamental diferença entre a VIA ENTERAL, em que o medicamento é introduzido no aparelho digestivo e a VIA PARENTERAL.  Nesta, as substâncias são aplicadas diretamente nos tecidos através de injeção, com emprego de seringas, agulhas, cateteres ou hipospray.
            Vantagens








          6. Absorção mais rápida e completa.






          7. Maior precisão em determinar a dose desejada.






          8. Obtenção de resultados mais seguros.






          9. Possibilidade de administrar determinadas drogas que são destruídas pelos sucos digestivos.






            Desvantagens






          10. Dor, geralmente causada pela picada da agulha ou pela irritação da droga.






          11. Em casos de engano pode provocar lesão considerável.






          12. Devido ao rompimento da pele, pode ocorrer o risco de adquirir infecção.






          13. Uma vez administrada a droga, impossível retirá-la.






            Requisitos básicos






          14. Drogas em forma líquida.  Pode estar em veículo aquoso ou oleoso, em estado solúvel ou suspensão e ser cristalina ou coloidal.






          15. Soluções absolutamente estérieis, isentas de substâncias pirogênicas.






          16. O material utilizado na aplicação deve ser estéril e descartável, de preferência.






          17. A introdução de líquidos deve ser lenta, a fim de evitar rutura de capilares, dando origem a microembolias locais ou generalizadas.




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